De mãos dadas com a Campanha da Fraternidade 2026, o grupo editorial Multiverso das Letras abraçou o tema Moradia e Fraternidade e selecionou obras literárias que vão ajudar a despertar a consciência das crianças sobre a importância de todos terem uma moradia digna.
Das planícies cheias de flores aos galhos das árvores, dos recifes coloridos aos rios, da Floresta Amazônica à savana africana, as crianças exploram onde cada animal vive e por que aquele lugar é ideal para ele. Ninhos, tocas, conchas e recifes revelam pistas de proteção, alimento e aconchego, convidando-as a observar, procurar e descobrir como a natureza cria lares perfeitos para cada espécie.
Assim, A Casa dos Animais alinha-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao evidenciar que um lar só cumpre seu papel quando responde às necessidades reais de quem o habita, segurança, salubridade, conforto e pertencimento. Ao mostrar teias posicionadas no lugar certo, tocas organizadas, ninhos planejados e conchas escolhidas com cuidado, o livro ajuda a criança a entender que moradia envolve adequação e zelo, não apenas paredes e teto. Esse olhar educa para o cuidado com a casa comum, reforça a solidariedade e afirma que toda pessoa precisa, e merece, um lugar digno para viver e florescer.
No coração da Amazônia, um ribeirinho esquece sua rede amarrada a um açaizeiro, sem imaginar que ela se tornaria um ponto de encontro da floresta. A rede desperta a curiosidade dos animais e, um a um, diferentes espécies passam a ocupá-la, criando uma cena surpreendente: cachorro, cutia, macacos, preguiça, aves, anta, jacaré e até a onça encontram ali um lugar de descanso. Assim como a rede esquecida se transformou em abrigo para animais tão diversos, também a nossa sociedade é chamada a ser espaço de acolhida e segurança para todos. A convivência improvável na floresta nos recorda que, apesar das diferenças, cada ser procura um lugar onde possa repousar e se sentir protegido. A Campanha da Fraternidade 2026 nos convida a transformar nossas casas e comunidades em uma verdadeira “rede” de fraternidade: abertas para acolher, cuidar e reconhecer a dignidade de cada pessoa.
Em Bagunça na nossa casa, duas crianças voltam da escola e encontram os cômodos da casa cheios de objetos espalhados e fora do lugar. O corredor, a cozinha, o quarto, a sala e até o jardim viram um desafio: o que pertence a esse espaço e o que está no lugar errado? Ao abrir as abas do livro, a cena se transforma e revela o ambiente organizado, mostrando às crianças que cada coisa tem seu lugar. De forma lúdica e interativa, o enredo convida os pequenos a observar, procurar e arrumar, transformando a leitura em uma brincadeira envolvente. O livro Bagunça na nossa casa se alinha à Campanha da Fraternidade 2026 ao destacar que a casa não é apenas um espaço físico, mas um lugar de cuidado, responsabilidade e convivência. Ao estimular as crianças a refletirem sobre organização e pertencimento dos objetos, a obra provoca também uma consciência maior sobre a importância de zelar pelo lar como ambiente de acolhimento, segurança e dignidade, valores essenciais quando se fala em moradia.
Em Chove lá fora, um adorável gatinho se vê em uma situação urgente: a chuva está chegando, e todos os abrigos parecem perigosos. Até que alguém aparece e lhe oferece um outro tipo de abrigo… Acompanhada de ilustrações expressivas que misturam a imaginação e a realidade do gatinho, esta narrativa envolve o leitor em uma jornada de resiliência e superação. A obra conecta-se diretamente à Campanha da Fraternidade 2026 ao lembrar que todo ser vivo, sejam pessoas ou animais, merece acolhida, proteção e dignidade em um lar seguro e de afeto.
Mily é uma gatinha curiosa que decide explorar o mundo saltando a janela. Ela passa por cabanas na África, palafitas tropicais, tendas no deserto, casas na neve e apartamentos cheios de janelas. Em cada lugar descobre algo novo, mas, ao fim, percebe que, por mais diferentes que sejam as casas, o melhor lugar sempre será o seu lar. Assim, o livro Crianças em suas casas se alinha à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que a moradia é mais do que abrigo: é dignidade, identidade e pertencimento. A jornada da gatinha Mily inspira empatia e respeito pelas diferentes realidades e recorda que todo ser humano precisa de um lar seguro, acolhedor e cheio de afeto, onde vínculos e sonhos possam florescer.
Em uma de suas caminhadas habituais, o simpático personagem Porquinho encontra um bebê porco-espinho sozinho. Sem titubear, ele leva o animalzinho para casa. Em consulta ao médico veterinário, Porquinho recebe a orientação de que, para que o bichinho fique bem, é preciso dar um lar, alimento, cuidado e muito amor, pois ele não para de chorar. Porquinho se empenha em proporcionar todas essas coisas ao pequeno porco-espinho, negligenciando a si próprio. Seus amigos vão em seu socorro e o ajudam, dividindo entre si as tarefas do cuidado. Cuide de mim viabiliza aos estudantes da educação infantil a reflexão sobre a importância do lar para a manutenção e desenvolvimento da vida, adequando-se à Campanha da Fraternidade 2026.
Este livro conta a história de Laura, uma menina que vive a separação dos pais e precisa se adaptar a ter dois lares. De forma simples e sensível, a obra mostra os sentimentos da criança diante dessa mudança e como ela descobre que, mesmo em casas diferentes, o amor dos pais continua presente e a mantém segura. Assim, Família é sempre família conecta-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que a dignidade do lar não depende apenas de paredes compartilhadas, mas da certeza de que o amor pode sustentar vínculos mesmo em contextos de mudança. A história de Laura revela que a verdadeira moradia é construída no afeto que permanece, mesmo em duas casas, lembrando que cada criança precisa sentir-se segura, acolhida e amada.
Henry nasceu diferente dos outros caracóis: ele não tinha gosma para subir nos caules e sempre acabava escorregando. Tentou soluções criativas, treinou para ficar forte e, mesmo assim, enfrentou dificuldades. Até que descobriu que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem, e que sua diferença poderia se transformar em um talento especial. Determinado, Henry encontra nos amigos apoio e reconhecimento, e juntos criam algo único: o circo dos caracóis. Assim, Henry, o Caracol conecta-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que a vida ganha sentido quando aprendemos a persistir e não desistir, mesmo diante das dificuldades. Sua jornada ensina que, ainda que não sejamos iguais aos outros, podemos encontrar caminhos de superação, confiança e esperança. Essa história inspira crianças e famílias a acreditarem que todo mundo tem seu valor, cada pessoa possui dons e talentos únicos, e todos são importantes.
Em Meu Dia com Deus, cada momento da rotina transforma-se em uma oportunidade de reconhecer o cuidado divino. Do despertar ao adormecer, passando pela escola, pelos momentos em família e pelas brincadeiras, a criança é convidada a aprender palavras novas, refletir sobre versículos bíblicos e agradecer a Deus pelas bênçãos do dia. Um livro para ser compartilhado entre pais e filhos, despertando fé, gratidão e afeto em cada página. Assim, Meu Dia com Deus alinha-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que a verdadeira moradia não se limita às paredes de uma casa, mas se constrói também nas relações de cuidado, amor e fé que dão sentido ao cotidiano. Ao acompanhar uma rotina simples e cheia de gratidão, a obra inspira famílias a perceberem que o lar se torna digno quando é espaço de partilha, oração e acolhimento, valores que refletem a essência da fraternidade.
Tati encontra um filhote de tigre perdido no meio da floresta. Para ajudá-lo a voltar para casa, os dois embarcam em uma viagem de balão e passam pelo Ártico, pelo oceano, pela savana e por outros cenários fascinantes. Apesar de cada lugar ter sua beleza, nenhum deles é realmente o lar do tigre. Apenas na selva, ao lado de sua mãe, ele encontra o espaço a que pertence. Assim, Onde o tigre mora? conecta-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que cada ser vivo precisa de um lar que lhe ofereça acolhimento e segurança. A busca do personagem ensina às crianças que, por mais interessantes que sejam outros lugares, nada substitui o direito de estar em casa, onde se encontra cuidado, pertencimento e amor. O livro inspira a reflexão de que, assim como o tigre, toda criança e toda família merecem encontrar e viver em uma moradia digna.
A nova bicicleta é uma história alegre e cheia de descobertas sobre as aventuras de Mari com sua “bicicleta de criança grande”. Ao ganhar um modelo maior e mais arrojado, ela descobre que o mundo ao seu redor transforma-se em um imenso campo de possibilidades. Com a liberdade que as duas rodas lhe oferecem, Mari explora novos caminhos, faz amizades inesperadas e vive experiências únicas, mas logo percebe que a maior de todas as aventuras é ter sempre um lugar para onde voltar: sua casa. Com ilustrações cheias de movimento e imaginação, o livro incentiva as crianças a explorarem o mundo com curiosidade, coragem e confiança, ao mesmo tempo em que reforça a importância dos vínculos afetivos e do porto seguro que o lar representa. Ao mostrar que a verdadeira liberdade nasce da segurança de ter uma casa onde somos acolhidos e amados, A nova bicicleta conecta-se à Campanha da Fraternidade 2026 , lembrando que toda criança merece ter, além de sonhos e aventuras, um lar digno e cheio de afeto para chamar de seu.
A protagonista em As coisas de que mais gosto recebe uma missão de seus pais: escolher seus objetos favoritos e acomodá-los em uma pequena mala. A menina e seus pais vão se mudar e poderão levar apenas o essencial consigo, o que sugere uma situação de refúgio. Ao longo da narrativa, percebemos que a tarefa vai se revelando mais desafiadora do que parecia a princípio. Mais que objetos, a menina também deseja incluir pessoas, árvores e momentos especiais de sua rotina na bagagem. As coisas de que mais gosto se alinha à Campanha da Fraternidade 2026 , pois convida o leitor a refletir sobre o conceito de lar – que não se define apenas pela concretude de um espaço físico, mas também pela sensação de pertencimento alicerçada, por sua vez, às relações de afeto que ali são edificadas.
Sem palavras e composta apenas com ilustrações, este livro conta a história de quem precisa deixar tudo para trás e partir em busca de um lugar seguro para viver. Em uma mala cabem memórias, medos e esperanças – mas ela não carrega apenas objetos: leva também a dor da perda e o desejo de recomeçar.
Bagagem é um convite silencioso à reflexão sobre o drama de tantos refugiados e deslocados pelo mundo, bem como sobre a força que os sustenta nessa travessia. Ao abordar a migração forçada e o direito de cada pessoa a um lar, a obra dialoga profundamente com a Campanha da Fraternidade 2026 ao tratar da moradia digna, lembrando-nos de que todo ser humano merece ter um lugar de acolhimento e pertencimento.
Casa casinha é uma obra poética que convida o leitor a passear por diferentes formas de morar, reais ou simbólicas, por meio de versos rimados e ilustrações delicadas. A cada página, surge uma nova morada: casa-barco, casa na árvore, casa de avós, casa-concha, casa de mãe, casa solitária… São imagens que evocam acolhimento, memória, pertencimento e imaginação. Com ritmo musical, linguagem simples e estética artesanal que lembra técnicas como xilogravura e colagem, o livro valoriza a diversidade cultural e afetiva. Ao apresentar diferentes tipos de casa, constrói-se um mosaico de experiências humanas que celebra a pluralidade das formas de habitar o mundo. O desfecho traz um apelo direto e universal: “Casa, toda criança tem direito à sua!” Assim, mais do que um catálogo poético de moradias, Casa casinha conecta-se profundamente à Campanha da Fraternidade 2026 , lembrando-nos que a casa é espaço de dignidade e vida plena – e que lutar para que cada pessoa tenha um lar é viver concretamente a fraternidade cristã.
Construtores apresenta aos leitores os engenheiros mais fascinantes do reino animal. A cada página, o livro revela como diferentes espécies criam seus lares: ninhos delicados no alto das árvores, túneis escondidos debaixo da terra, represas em rios caudalosos ou teias perfeitas estendidas ao vento. Com ilustrações vibrantes e informações detalhadas, a obra mostra não apenas os habitats, mas também os corpos e os hábitos desses pequenos arquitetos da natureza. Mais do que curiosidade científica, o livro desperta encantamento diante da engenhosidade da vida e da importância da morada para cada ser vivo. Ao celebrar o instinto universal de construir abrigo, Construtores alinha-se à Campanha da Fraternidade 2026, lembrando-nos que, assim como os animais, todo ser humano precisa de um lugar digno para viver, florescer e chamar de lar.
Walfrido, ou simplesmente Frido, é um menino magro e comprido que carrega em si as marcas de uma vida dura: separou-se da família em busca de um futuro, enfrentou a pobreza e o preconceito, mas também descobriu a força da amizade, da leitura e da esperança. Nos versos rimados que narram sua trajetória, a poesia e realidade se entrelaçam, revelando que, mesmo nos caminhos mais difíceis há espaço para sonhos e mudanças. Com ilustrações sensíveis, inspiradas no universo dos migrantes brasileiros, Frido fala sobre resiliência, dignidade e a importância de não perder a esperança de uma vida melhor. Um livro que, ao ecoar histórias de tantos meninos e meninas invisibilizados, convida a refletir sobre a necessidade de garantir moradia, pertencimento e oportunidades para todos.
Abrir a porta e aventurar-se além do conhecido pode parecer simples, mas exige coragem. Em Lá fora, vemos como a infância faz esse convite constante para experimentar, confiar em si e descobrir novos caminhos. Cada página é um estímulo à imaginação, ao crescimento e ao prazer de explorar o mundo com os próprios passos. Ao retratar a importância do espaço externo como território de descobertas, o livro lembra que toda criança precisa de um ambiente seguro e digno para viver suas explorações. Assim, Lá fora dialoga com a ideia de moradia como algo mais do que abrigo: é também ponto de partida para que cada um possa crescer em liberdade, afeto e confiança.
Tão alto quanto uma montanha narra, por meio de texto e de belíssimas ilustrações, a história de Nusret, um menino que vive com os avós em uma área rural de Kosovo. Seus pais e irmãos migraram para Alemanha após a guerra, na promessa de uma vida melhor. Nusret, uma criança alegre e sensível, vê-se dividido entre uma vida pacata, junto dos avós, em meio aos afazeres do campo com os quais ele está familiarizado, e uma nova vida na cidade grande, junto dos pais e irmãos, onde tudo é novidade e estrangeiro. O dilema de Nusret é enfrentado com doses de coragem e irreverência: o menino vai para Alemanha, mas leva consigo sua vaca favorita. Lá, ambos aprendem a ler e a escrever, permitindo a Nusret a escrever cartas para os avós. Essas correspondências funcionam como uma ponte entre os dois lares. Tão alto quanto uma montanha é uma bela contribuição para a Campanha da Fraternidade 2026, pois oportuniza a reflexão sobre a migração de refugiados e sobre o êxodo rural ao mesmo tempo em que valoriza a alfabetização e o letramento como recursos capazes de encurtar distâncias e construir espaços simbólicos de pertencimento.
Mudar é uma obra visual e poética que nos convida a refletir sobre as transformações provocadas pelo deslocamento, seja por escolha, seja por necessidade. Cada página evoca a experiência de quem parte em busca de uma vida melhor, trazendo à tona perguntas universais: o que levar, o que deixar para trás, como será a reação de quem fica e como será o acolhimento (ou a rejeição) de quem recebe? Com ilustrações que exploram contrastes em cores fortes e simbólicas, Ana Ventura traduz os movimentos internos e externos de quem atravessa fronteiras, revelando dores, esperanças e a construção de novas identidades em territórios desconhecidos. Mais do que uma história, Mudar é um convite à empatia e à celebração da mistura, do contato e da possibilidade de reconstrução. Ao tratar da busca por um lugar de pertencimento e dignidade, a obra aproxima-se da Campanha da Fraternidade 2026, lembrando-nos que todo deslocamento humano carrega o desejo mais profundo: encontrar um lar que acolha, proteja e permita florescer.
Kali é um jovem sonhador que vive na Guiné, na África. Quando seu pai adoece, ele parte em busca de ajuda para sua família. Assim, começa uma longa e perigosa viagem, que inclui atravessar desertos, enfrentar atravessadores, sobreviver a disputas de território e cruzar o mar. Apresentando o relato real de um jovem migrante e os desafios enfrentados por milhares de pessoas em busca de um futuro melhor, essa obra apresenta uma história de coragem, resiliência e superação. Nascido para partir conecta-se diretamente à Campanha da Fraternidade 2026 ao revelar que todo migrante, em sua travessia em busca de acolhimento e dignidade, carrega consigo o direito universal de ter um lar seguro, seja no país que o recebe ou em seu país de origem.
Em uma noite de tempestade, um barco cheio de gente desafia as ondas do mar em busca de um novo começo. Entre o medo e a esperança, uma jovem mulher dá à luz bem ali, na praia, sob o céu estrelado. Apresentando de forma poética a experiência da migração e a esperança que nasce mesmo em meio às dificuldades, este livro é um convite à reflexão sobre empatia, acolhimento e o poder dos recomeços. Recém-chegado conecta-se à Campanha da Fraternidade 2026 ao mostrar que, mesmo em meio à travessia e à vulnerabilidade, cada recém-chegado carrega em si o direito a um lar digno e seguro, e que acolher essa vida é semear esperança e fraternidade.